Arquiteto analisa terreno demarcado em imagem de satélite do Google Maps no monitor, com camadas de mapa e cidade litorânea ao fundo

Quem vai analisar terrenos no Google Maps geralmente começa pelo mapa, e faz sentido: em poucos minutos dá para ver a rua, o entorno, o acesso e ter uma ideia do tamanho do lote. O erro mais comum é tratar essa primeira olhada como análise técnica. Abaixo está o roteiro que recomendo para fazer a triagem no mapa antes de gastar tempo e dinheiro com documentos.

O que o mapa mostra bem

Localização, vizinhança, distância até comércio e serviços, largura aproximada da rua e o que existe nos lotes ao lado. O Street View ajuda a perceber desnível, muro de arrimo, poste na frente do lote e o padrão das construções vizinhas. A ferramenta de medir distância dá uma noção da testada e da profundidade.

O que ele não mostra

Limites oficiais, área de matrícula, zona, índices, restrições ambientais e servidões. Os próprios termos do Google Maps avisam que as condições reais podem ser diferentes do que aparece na tela. A imagem de satélite também pode estar alguns anos desatualizada.

Roteiro de primeira análise

  1. Localize o lote e confirme o município. Em divisas como a de Camboriú com Balneário Camboriú, isso muda toda a legislação aplicável.
  2. Use o Street View para ver a frente do lote, a topografia e os vizinhos.
  3. Meça testada e profundidade para ter uma ordem de grandeza.
  4. Descubra a zona e os índices na legislação ou numa ferramenta que mostre esses dados.
  5. Anote as dúvidas: diferença de área, rio próximo, rede elétrica, acesso.
  6. Leve a lista para a análise dos documentos e, se for o caso, para a prefeitura.

A partir do passo 4, o checklist para avaliar um terreno antes de comprar e o guia de zoneamento e índices urbanísticos detalham o que conferir.

Como ver o zoneamento no Google Maps

O Google Maps sozinho não traz zoneamento. A extensão Consulta de Viabilidade no Mapa cobre essa lacuna: ao clicar no lote, ela mostra zona, índices e usos permitidos, e permite desenhar o terreno e simular o potencial construtivo sem sair do mapa. Atende Camboriú, Balneário Camboriú, Itajaí, Balneário Piçarras e Itapema; vale olhar a página da extensão para ver se a sua cidade já entrou. Falei mais sobre esse tipo de ferramenta em viabilidade urbanística automatizada.

Quando sair do mapa

Quando o terreno passar nessa primeira peneira, é hora da documentação: matrícula, levantamento topográfico e legislação em vigor. Se a ideia for instalar uma empresa no imóvel, a Redesim tem a consulta prévia que informa se a atividade é permitida no endereço.

Para registrar tudo de forma organizada, veja como montar um estudo de viabilidade urbanística em PDF. Se preferir começar pelo conceito, leia o que é viabilidade urbanística de terreno.

Perguntas frequentes

Dá para medir um terreno pelo Google Maps?

Dá para ter uma ideia, o que já ajuda a comparar lotes. A medida que vale é a da matrícula ou do levantamento topográfico.

O Google Maps mostra o zoneamento?

Não. O zoneamento está na lei municipal e no geoportal da prefeitura. Algumas extensões, como a Consulta de Viabilidade no Mapa, sobrepõem esses dados ao mapa em cidades específicas.

As imagens de satélite são atuais?

Nem sempre. Dependendo da região, a imagem pode ter alguns anos. A visita ao local continua sendo indispensável.

Achou um terreno no mapa e quer saber se ele serve para o seu projeto? Mande a localização pelo WhatsApp (47) 99951-4756. Arquiteto Luciano Oliveira, CAU A178902-3.

No responses yet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *