Avenida duplicada com ciclovia em Camboriu SC, obras de mobilidade urbana

Se você quer entender por que Camboriú entrou no radar de quem investe no Litoral Norte de Santa Catarina, comece pelo asfalto. Sou Luciano Oliveira, arquiteto da Setor Arquitetura, e acompanho de perto os processos de aprovação na cidade. Em 2026, o município colocou em movimento um pacote de obras em Camboriú que soma mais de R$ 80 milhões só em mobilidade urbana — e mobilidade, na prática, é o fator que mais mexe com o valor do metro quadrado.

Duplicação da SC-102: R$ 25 milhões no corredor mais movimentado

Em 2 de julho de 2026, a Prefeitura e o Governo do Estado assinaram o convênio da duplicação da SC-102, na Rua Antônio Lopes Gonçalves Bastos. O projeto da Secretaria de Planejamento Urbano prevê:

  • 2,1 km de trecho duplicado;
  • pavimentação asfáltica e sistema de drenagem;
  • calçadas e ciclovia em asfalto;
  • canteiros e nova sinalização viária;
  • investimento total de aproximadamente R$ 25 milhões, com R$ 12 milhões aportados pelo Estado.

Esse é o corredor que liga Camboriú a Balneário Camboriú e concentra tráfego pesado, inclusive de carga. Quando a capacidade da via dobra, o tempo de deslocamento cai — e imóveis que hoje são vistos como “longe” passam a ser vistos como “bem localizados”.

Avenida Edson Olegário: R$ 52,4 milhões e uma ponte nova

A obra mais robusta é a Avenida Edson Olegário, com licitação assinada em abril de 2026. São R$ 52.465.771,63 e um escopo que qualquer arquiteto reconhece como estruturante:

  • cerca de 2,3 km de extensão;
  • 270 metros de elevado, interligando a Rua José Rebelo da Cunha;
  • 120 metros de ponte;
  • três pistas de rolamento, calçadas e ciclofaixa;
  • prazo de execução de 20 meses.

A avenida vai formar um binário com a Avenida Santa Catarina e se tornar um dos principais acessos ao município. Elevado e ponte são elementos caros: quando o poder público os assume, o entorno tende a mudar de patamar.

Novo binário da Rua Siqueira Campos e requalificação de passeios

Com recursos próprios, o município executa o binário da Rua Siqueira Campos, formado pelas ruas José Luciano Nunes e José Bernardes Passos: cerca de R$ 3 milhões para 1,2 km de drenagem pluvial, pavimentação, calçadas acessíveis, ciclofaixa e sinalização. O objetivo declarado é criar uma alternativa de tráfego na região central e reduzir impactos de alagamentos.

Em paralelo, começou o Programa de Requalificação de Vias e Passeios, com investimento previsto de cerca de R$ 4 milhões, voltado a calçadas, reperfilamento asfáltico e acessibilidade. A primeira via contemplada foi a Rua Jesuíno Anastácio Pereira, no Santa Regina, com novos passeios também previstos no entorno do Cemitério Municipal e de duas unidades escolares.

Para a secretária de Planejamento Urbano, Marcela Vidal Eleuterio, trata-se de um pacote pensado para o crescimento ordenado da cidade. Concordo com a leitura técnica: drenagem e acessibilidade são investimentos silenciosos, mas são exatamente eles que evitam a desvalorização de bairros consolidados.

Dez ruas entregues e mais pavimentação a caminho

Em abril de 2026, dentro da programação dos 142 anos do município, a Prefeitura entregou pavimentação em dez ruas, com cerca de R$ 1,2 milhão e 5.722 m² executados em bairros como Cedro, São Francisco, Centro, Monte Alegre, Tabuleiro e Rio do Meio. Some-se a isso a modernização da sinalização, com a instalação de 300 conjuntos de novas placas de identificação de ruas.

O que isso significa para quem tem imóvel em Camboriú

Do ponto de vista técnico, obras viárias produzem três efeitos que interessam diretamente a proprietários e investidores:

  1. Mudança de acessibilidade. Um imóvel que passa a ficar em via arterial muda de uso possível — o que era residencial pode se tornar comercial, e isso altera o valor.
  2. Alteração de alinhamento e recuos. Duplicações e binários frequentemente exigem novos recuos. Antes de projetar ou reformar, consulte o alinhamento predial atualizado.
  3. Reprecificação. Quem vende antes de a obra ficar pronta tende a deixar dinheiro na mesa. Vale medir isso com técnica: veja como funciona a avaliação de imóveis em Camboriú.

Se o seu imóvel está no eixo dessas obras e ainda não tem documentação em ordem, esse é o momento de resolver. Explico o caminho no guia de regularização de imóveis em Camboriú e no material sobre habite-se de imóveis antigos.

Perguntas frequentes sobre as obras em Camboriú

Quando começam as obras da duplicação da SC-102?

O convênio foi assinado em julho de 2026 e a expectativa da administração municipal é de que a assinatura marque o início efetivo dos trabalhos. O cronograma oficial é divulgado pela Prefeitura e pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade.

Quanto tempo deve levar a Avenida Edson Olegário?

O edital prevê prazo de execução de 20 meses a partir da ordem de serviço, contemplando 2,3 km de via, 270 metros de elevado e 120 metros de ponte.

As obras podem afetar o meu projeto ou reforma?

Sim. Alterações de alinhamento, recuo e faixa de domínio impactam projetos novos e ampliações. O ideal é solicitar consulta prévia à Prefeitura antes de contratar a execução.

Vai construir, reformar ou regularizar no eixo das obras?

A Setor Arquitetura acompanha projetos em Camboriú e em toda a região da AMFRI: aprovação de projetos, habite-se, regularização, EIV, PPCI, laudos de acessibilidade e avaliação de imóveis. Fale com a nossa equipe e evite retrabalho.

Luciano Oliveira — arquiteto e urbanista, Setor Arquitetura LTDA.

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